quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Divisões

    Meu coração está divido entre o que é certo e o que ele pensa que é certo, e tantas outras subdivisões daquilo que é a verdade dele. Não que corações pensem, eles apenas nos mandam agir, pautados por qualquer coisa que não seja a racionalidade. Eu mesma que o possuo não sei distinguir entre as partes aquela que seria a correta. Costumo tomar por certa a que ele me diz que é, e isso é mutável ao longo do tempo.
    As divisões do meu coração são tão bem demarcadas que eu poderia medi-las sem muito esforço. Eu poderia descrevê-las em cada mínimo detalhe. E elas se tornaram tão diferenciadas uma das outras que é uma contradição fazerem parte do mesmo corpo. Guardam sentimentos tão desiguais e simultaneamente legítimos, que por isso entram em conflito entre si. Criam uma guerra dentro de mim, na qual em momentos distintos há vencedores distintos. Muitos são aqueles que acreditam que sentimentos desse tipo poderiam apenas existir no singular. Não exatamente. Talvez aquele que tenha esse poder de existir no singular seja bem mais forte que todos esses fragmentos que conheço.
    Há no meu coração tantos buracos, muitos mesmo, acumulados no longo prazo. Não há poesia que possa tapá-los. Não há nada que eu possa fazer sozinha no meu quarto para reverter essa situação, por máximo que eu tente ou fique acordada a noite inteira procurando por palavras que preencham o vazio, eu não as encontrarei porque elas não existem. Porque palavras não preenchem nada, principalmente sendo palavras minhas. Elas por vezes dão essa falsa impressão, que não costuma durar muito. É mais fácil que palavras venham a ser a causa dos buracos e não o remédio para tal.
    O meu coração tem agido através de mim, e a parte mais estranha é que ele o tem feito com o meu consentimento. Eu o reprimi por muito tempo e não mais consigo fazê-lo. E não acho que conseguirei fazê-lo tão cedo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Vaguidão dos seus Olhos

    Continuava a fitá-los procurando a palavra certa para descrevê-los, como se encontrá-la fosse o principal motivo de eu estar aqui. Até que cheguei a conclusão que tal palavra ainda não fora criada, porque nenhuma palavra existente era capaz de simultaneamente comportar o tudo e o nada, ambos completando-se assim como em um beijo. Seus olhos, eles assim são de um profundo mistério, tão inexplicáveis, antagônicos, magnéticos. Possuem certa gravidade, de forma que não é muito seguro aproximar-se deles e se arriscar a nunca mais conseguir a proeza de afastar-se. E desejar passar a vida a contemplá-los eternamente.

    Eram uma lacuna.

    Eis então que num lampejo soube que seus olhos eram compostos da vaguidão do universo. Eram escuros como o universo. Instáveis como o universo e tão inexatos, vagos… Universo que ao mesmo tempo é triste e vazio, sombrio e frio e ao mesmo tempo contém tudo, tudo: as estrelas, as galáxias, o mundo, o alvorecer do dia, as cores da aurora boreal, o cantar dos pássaros, o andar inconstante dos perdidos. Tem tudo menos uma explicação. É o ordem e o caos. É o início e o fim. É o infinito absoluto e incontestável.
    As mentes mais brilhantes ficaram loucas procurando o mínimo sinal de coerência no universo, assim como eu mesma estou destinada à loucura procurando até o fim uma palavra para descrever o inefável ao qual resumem-se seus olhos.

"Die Unendlichkeit ist jetzt nicht mehr weit" 

sábado, 6 de agosto de 2011

Mein Himmel

     Fez da solidão, à título de necessidade, um lugar - não diria agradável - mas confortável, já que estava por lá a maior parte do tempo, por imposição ou mesmo por escolha. Então a ausência não a atingia como atingia outrem. O escuro não era tão negro. O isolamento era suportável na medida do possível.
     Ela pintou o cômodo da cor menos hostil. Vestiu o vestido mais enfeitado. Arranjou uma cama e um motivo - enquanto na solidão dos outros apenas há o vazio e um pouco de chuva gelada, ela tapou os buracos do teto e trancou a porta.

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ideias Inatas

Ela não tem pedido por muito recentemente. Ela não tem pedido por nada. Não tem tido certeza. Não tem tido fé ou devoção. Tem seguido o caminho da forma mais cega e passiva possível, sem pensar no que a aguarda no fim ou se o mesmo virá, cedo ou tarde. Mas, ainda assim, ela espera. Crê firme, mas crê em pouco. Prefere não tomar nada com certo ou como inteiramente necessário. Seus pensamentos crescem até bater no vidro embaçado da realidade. Seus planos, não os possui. Aprendera a viver sem eles ou se condicionara involuntariamente a esquecer do porquê de fazê-los.
Ela tem se permitido tentar de novo. Repetir experiências antigas. Porque, talvez, não tenham sido bem realizadas. Convenhamos, não foram. Enquanto uns consideram inesquecível, para ela tudo não passou de migalhas do que deveria ter sido. Por máximo que ela tenha sorrido e copiado as palavras de bocas alheias sem saber profundamente seu significado. "Eu também" e outras besteiras condenáveis. Na época podia até pensar que falava sobre coisas imensas e imortais, quando vieram a ser ínfimas e morreram antes de sequer chegarem próximas do seu ápice. Aconteceu todas as vezes e cada uma delas.
Ela jura que não é fria e só preza em descrever as coisas na precisão em que acontecem. Não tanto na intensidade. Na verdade ela enxerga na ótica daqueles que, imparciais, olham para trás e analisam geometricamente os destroços, deixando de lado as cores, os tons e os motivos. Observa o campo de batalha, monocromático, e conta corpos; respira as cinzas no ar, sem, no entanto, percebê-las. Mas, espere um minuto, o quão real teria sido essa batalha?
A sua verdade, dentro dos limites do mundo que lhe pertence, é absoluta. Para ela, isso tem sido suficiente para prosseguir.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Exílio

   Então prometa que você estará aqui na próxima vida.
   Se não puder, prometa que passará por aqui, nem que seja em uma insignificante manhã de segunda-feira. E eu encontrarei seus olhos e perceberei que há algo a mais que eu desconheço, há algo de inexplicável nos olhos de um estranho, numa rua comum, numa insignificante manhã de segunda-feira. E então eu voltarei ao meu café, com a distante impressão de que algo deu terrivelmente errado. De novo. 
   Mas prometa que o vazio que nos tomou por dentro será levado embora, nem que seja de uma maneira bruta ou artificial. Apenas, por favor, não preencha os campos da minha nova existência com o castigo da sua antiga e inacabável ausência.
    Porque eu sei, sim, eu sei que mesmo a quilômetros de distância fitamos o mesmo azul pálido lá em cima e respiramos juntos lamentando o que no cerca aqui em baixo. Sim, você vai ser sempre uma constante. Para sempre uma arma apontada para a minha sanidade… Sempre lá… Do outro lado do mundo.
    Então, se você, por acaso, nesse lugar indiferente que você vive, se pegar sendo sóbrio além do limite, se um dia o chão parecer instável e o cinza sobre sua cabeça parecer miseravelmente expressivo, você finalmente vai perceber que algo deu terrivelmente errado. De novo. E que, provavelmente não nos será dada uma chance…Não nessa vida ou na próxima.
   Mas, independente da situação, você sempre poderá fechar os olhos  e visualizar esse "eu" sem face e poderá fingir que a vida é mais leve e que essa espera é mais segura e que essa tímida brisa denominada liberdade te guia timidamente para os meus braços.
   E, acima de tudo, eu ainda acredito que no fim nos encontraremos do outro lado dessa bagunça que eles inocentemente chamam de realidade.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ausência



Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces 
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto 
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida 
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz 
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado 
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados 
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada 
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado 
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face 
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. 
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. 
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. 
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. 
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. 
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
(Ausência - Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palavras

Palavras disformes
Palavras fantasiadas
Ainda assim são apenas palavras.
Que se transformam em equívocos
Quando a mente que as geram
são mais como labirintos.
Palavras que deixam buracos
E são armadilhas para os despreparados
Palavras alheias
Palavras oblíquas
Por mais que pareçam confiáveis
Ainda assim são apenas palavras.
São lacunas instáveis.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Despertar


Eu conheci lugares maravilhosos.
Eram todos cheios de muito verde e luz.
Eu vi campos de flores.
Estive perdida entre nuvens tão brancas.
Até que, ao olhar a minha volta,
percebi que algo não estava lá.

Sem você as flores não parecem ser tão coloridas
e dia após dia o céu fica menos azul.
Gotas de chuva são um pouco mais frias do que deveriam
pois assim não seriam, se você aqui estivesse.
O mundo sem você
é mais pesado e mais leve;
é calmo e lentamente cruel.

Meus olhos vislumbraram muitas paisagens.
Eu escalei tão alto que quase toquei o paraíso.
Experimentei todas as notas do piano.
O tempo correu rápido, tão rápido
até eu perceber que você nunca esteve aqui.

E então, num lampejo, a música se apaixonou pelo silêncio.
O sentimento de falta estava por todos os lados.
O vazio preencheu cada centímetro do espaço.
Sonhos de repente se esqueceram de durar mais
e, se tornando impossíveis, eles desapareceram.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Olhar do Paraíso

Sem mais palavras para esse filme: simplesmente perfeito ♥
Me identifiquei muito com a menina, já que ela ama tirar fotos também *-* e a história é maravilhosa e muito triste :( , mas eu acho que muitas vezes a tristeza faz as coisas serem mais bonitas.



Assistam!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sem permissão


Queria escrever sobre algo bonito,
algo novo, algo diferente.
Mas você percorre a minha mente 
o tempo todo; você é meu vício.
Constantemente preenchendo o espaço
que já estava lá para você desde o início.

Me pergunto se isso é justo,
visto que nunca me pediu para estar lá.
Simplesmente foi adentrando
Como em uma casa abandonada.
E, indefeso diante do seu brilho,
meu coração ficou sem guarda.

E todas as portas estavam abertas.
E todas as janelas estavam quebradas.
E você as fechou, 
fez questão de tudo consertar,
de forma que, depois de você,
ninguém mais pôde lá entrar.


[Texto e Foto: minha autoria]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tocar o Céu

 Sempre teve os pés cravados no chão, como se fizesse parte dele. E sempre olhou para o céu apenas de baixo. Entretanto, nunca acreditou que as nuvens fossem o limite. Queria sobrevoá-las, sentir o ar frio preenchendo seus pulmões. Queria encher os olhos com o azul, desde o mais brilhante até o mais sóbrio. Enchê-los com o branco macio e desbotado. Queria parar o tempo e alongar a sua estadia sob a aquarela celestial. Queria trocar o real por esta utopia, como um velho comerciante troca sua habitual mercadoria por ouro reluzente.
   Porém, havia dias em que se sentia como se não pudesse levantar-se e encarar o horizonte. Sentia-se envergonhada diante de sua majestade. Sentia-se tentada a sua oferta de liberdade. Mas mantinha os olhos fechados. Parecia-lhe muito doloroso desejar algo que estava tão distante.
   E havia dias em que, corajosa e maravilhada, assistia o nascimento da mais pura e rósea aurora, que através da manhã transformava-se em ciano, e o ciano, mais tarde, em escarlate, e as cores revezavam, cada uma cumprindo seu turno, conforme o sol seguia o caminho diário até o seu leito atrás das montanhas. E então havia escuridão. Mas as estrelas estavam lá e sorriam, simpáticas, absortas em sua tarefa de brilhar e causar nos seres mortais a mais profunda adoração, até que o sol retornasse do seu sono na manhã seguinte.
   A vida passava, o céu mudava. E ela vislumbrava tudo através da gaiola. Desejava escapar dela e ver além do que lhe permitiam as barras de ferro. Mas tinha medo que depois da grade suas asas durassem pouco. Talvez perdessem as penas, talvez não permitissem que fosse tão alto. Na verdade, nunca nem sequer soube se tinha asas, ou se algum dia abandonaria de fato a gaiola. Talvez todo o sonho de tocar o céu fosse apenas ilusão.

   Mas enquanto vivesse sabia que havia outra forma de ir lá em cima. Se não estivesse lá pessoalmente, poderia ir através dos sonhos. Ah, os sonhos! Os únicos capazes de nos fazer viver o que não podemos,  experimentar o gosto doce do impossível. Uma experiência, talvez não tão real ou tão doce, e, oh, era tão frágil, que com o barulho do cantar dos pássaros poderia desfazer-se em um segundo. Mas ainda assim era valiosa.
   E ela imaginava acordar em um sonho, as grades derreteriam assim como a neve após um longo e gélido inverno. Suas asas se abririam tão absolutas e incontestáveis que até os próprios anjos as desejariam para si. E então, com um impulso, se libertaria das correntes que a prendiam no chão e voaria alto. Voaria como uma borboleta acima de um infindável campo de flores. Flutuaria. Correria no ar. Voaria para longe. Voaria para nunca mais voltar.

[Foto e Texto: minha autoria]
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   Hoje é aniversário de um dos maiores compositores e músicos clássicos de todos os tempos: o italiano Antonio Lucio Vivaldi *-*. Não poderia deixar de citar isto aqui, pois tenho adoração por suas músicas. Foi um dos maiores representantes da música barroca, juntamente com o alemão Johann Sebastian Bach. Seus concertos mais conhecidos são Le quattro stagioni (As quatro estações). Vale a pena ouvir, principalmente o "Inverno" que é minha preferida e mesmo que você não goste de música clássica, talvez esta seja  a chance de começar a gostar :). Ele nasceu em Veneza em 1678 e morreu em Viena em 1741.

terça-feira, 2 de março de 2010

Assim como...


Nenhum ser vivente pode nem sequer imaginar
o quão imenso seria o meu deleite
se pudesse abrir meus olhos
e você estivesse lá.
Ainda que fosse por um pequeno segundo,
porque este seria tão grande quanto o infinito.
E mesmo que no instante seguinte
apenas pudesse ver-te partindo.

Partindo assim como o outono
que várias vezes chega apressado
tingindo as folhas de alaranjado
e despindo até a mais tímida das árvores.
E então se vai com o vento
como se por aqui nunca tivesse passado.

Mas o fato de ser passageiro não destrói um momento.
Mesmo com todo esforço do tempo
para varrê-lo da existência decorrida,
assim como o inverno o faz com as folhas esvaecidas.
O momento ainda permanece vivo,
soberano em sua essência,
senhor de sua beleza,
pois está guardado no fundo da mente
e nada pode fazer com que esta se esqueça.


[Foto e Texto: minha autoria]

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Buraco Negro


Eu acidentalmente pisei no seu horizonte de eventos.
Talvez acidentalmente não seja o termo correto,
mas pouco importa, pois agora não há mais volta:
a atração é inevitável.

É involuntária, mas eu quero, eu quero
ser atraída para o seu peculiar mundo,
tão incerto, tão abstrato, tão 'você'.
Em contraste com o mundo no qual vivo,
viciosamente apático.
Você se encontra tão distante, mas,
na maior parte do tempo
a distância é tão ínfima
que te sinto tão próximo
e perto e mais perto.
O tempo congelou.

Como chego a você?
Deixo o destino guiar-me?
Devo ir com meus próprios pés?
Tudo que eu sei é que
não há retorno.
Não, não há retorno.
Você sugou minha luz,
mas iluminou minha existência.
Você é meu buraco negro.
Mesmo que eu queira me libertar,
sua gravidade me puxará de volta para ti.

Você sempre foi o único caminho,
só eu não sabia disso.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Apareci! :D

Gente,  ocorreu o seguinte: a minha última postagem teve um erro de HTML e acabou fundindo duas postagens e fazendo algumas desaparecerem e eu não reparei porque não tenho entrado na internet esses dias, mas eu já consertei isso. A causa do meu sumiço é que as aulas do cursinho começaram. Tô acordando 5 horas da manhã e voltando para casa só as 2 da tarde, tirando que alguns dias eu tenho dança as 3 e meia e ainda tenho que estudar bastante. Nove horas da noite já estou na cama porque não me aguento em pé. Espero que todo o esforço renda alguma das minhas tão esperadas Unicamp/ Unesp / UFPR no fim do ano :D
Em suma, tempo para internet é muito pouco/nenhum. Mas PROMETO que vou fazer de tudo para prosseguir com o blog.


Fora isso, ganhei alguns selinhos *-*


Dois são da Graziely Marchese do Pêra, Pretzels e Gaivotas.
Muito obrigada, Grazi :D


Dizer cinco coisas que deixam sua vida mais doce:

► Fotografia
► Escrever
► Música
► Meus amigos e família
► Cozinhar 


"Você acha que a beleza está nos olhos de quem vê 
ou isso é só desculpa de gente feia?"

Para mim, a beleza está em todo lugar, mas muitas vezes passa despercebida por que as pessoas não param para enxergar. E também é muito relativa, porque o que é bonito para uns pode não ser para outros. Então creio que está nos olhos de quem vê e cada um vê as coisas de sua própria forma. E o conceito de "gente feia" é muito vago. O que são pessoas feias? As que estão fora do padrão de beleza imposto pela sociedade? Eu acho que todos são bonitos de algum modo, mesmo que a maioria tenda a ignorar essa beleza por estar fora de um padrão opressivo e sem sentido.
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O outro selo ganhei da Lorena Rocco do Mil Alices :D
Obrigada, Lorena *-*

1. Passar o selo para 10 pessoas. 
2. Contar um lindo momento em sua vida.

Acho que o momento que mais me marcou na vida foi em abril de 2006, quando passei um dia maravilhoso com duas amigas que eu amo (Jéssica e Priscila) num parquinho de diversões desses que montam e desmontam em cada cidade. E tinha uma roda gigante e a gente andou nela bem quando o sol estava se pondo e foi muito especial. Não é a toa que chamo esse dia de "the best day ever" HUAUSHAS ♥
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Vou indicar aqui 10 blogs e podem pegar os selos que quiserem :D (inclusive os que me mandaram)

Lorena - Mil Alices
Matheus - Control Alt Max
Gastaldelli - Gastaldelli Enrico

:*

A Fonte da Sorte

Faz um tempo que eu penso sobre esse negócio do poder da mente, isto é, que a mente forja a realidade à nossa volta. Sei que pode soar um pouco metafísico e tal e é um assunto difícil de se discutir. Mas depois de assistir documentários como “O Segredo”, “Quem Somos Nós?” e “Descendo pela Toca do Coelho”, documentários sobre física quântica (É FÍSICA! COOORRE! ASUHDAIUSHDSA), a gente tende a começar a ver as coisas de outra forma. Afinal, temos ou não poder sobre o nosso destino? Podemos mudar a realidade? É claro que eu acredito que a mente humana é capaz de coisas que nunca poderemos saber. Você, neste momento, está usando apenas 5% da capacidade mental do seu cérebro. O resto é por conta do subconsciente.
Por exemplo, pense no efeito que um placebo pode ter em um paciente com determinada doença. Placebos muitas vezes mostram resultados melhores do que a medicação tradicional. Então aí já vemos que a mente é a maior responsável na arte da cura.
Tirando o blá blá blá e as pesquisas científicas, eu acredito que a mente humana é uma ferramenta poderosa e todos nós deveríamos explorá-la um pouco mais do que usualmente fazemos.

Deixo para vocês um trecho de um conto que fala sobre isso. E apenas um trecho porque é meio grande e sei se deixasse o conto inteiro, muitas pessoas iam desistir de ler na metade (preguiçosos :P). Quem quiser ler inteiro pode conferi-lo no livro “Os Contos de Beedle, o Bardo” por J.K. Rowling *-*. Se você não gosta de nada relacionado ao mundo dela, pare com o preconceito e dê uma chance. 


"No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a fonte da sorte. Uma vez por ano, entre o nascer e o pôr do sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira. No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. (...) O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. (...) Plantas rastejantes do interior do jardim serpear, pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda, Altheda, que segurou com força as vestes da terceira, Amata. E Amata se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético. (...) E assim, as três bruxas e o infeliz cavaleiro se aventuraram pelo jardim encantado...”

E então eles passam por diversos obstáculos e provações até que, finalmente, chegam na fonte [vide livro] e termina assim:

“As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar que as águas da fonte não possuíam encanto algum.”